18/04/11

ASSISTÊNCIA RELIGIOSA HOSPITALAR

Perguntas mais frequentes

1.Qual é a lei que regula actualmente a assistência religiosa nos hospitais?

É o Decreto-Lei n.º 253/2009.

2.Podem os assistentes religiosos entrar em todos os hospitais, mesmo os privados, para prestar assistência religiosa?

Sim, mesmo nos hospitais e clínicas privados desde que chamados pelos doentes internados.

3.Podem os assistentes religiosos tomar a iniciativa de ir visitar um doente sem serem chamados?

Sim, mas o doente tem de consentir na visita.

4.Pode o assistente visitar um doente a pedido dos familiares ou uma pessoa amiga do doente?

Sim, se o doente não estiver em condições de expressar a sua vontade.

5.Quando o doente quiser chamar o assistente espiritual precisa de fazer um requerimento escrito?

Não, o pedido pode ser oral, a qualquer funcionário. Se o doente tiver meios, pode directamente entrar em contacto com o seu assistente religioso.

6.Nos casos em que o doente não pode ser assistido pelo seu assistente religioso mas quer que lhe seja prestada assistência, como é que o hospital escolhe o assistente?

Se houver no hospital um ministro do culto da religião do doente e o doente aceitar ser assistido por ele, é esse o assistente.
Se o doente quiser ser assistido pelo seu pastor, pede que o pastor seja contactado, ou contacta-o directamente.

7.Quando um assistente religioso não é chamado pelo doente, como pode identificar-se perante os serviços?

Se tiver um vínculo ao hospital, através de um cartão fornecido pelos serviços. Se não tiver um vínculo ao hospital, através de credencial.

8.Onde pode ser prestada a assistência religiosa?

Fora do quarto, em local adequado, salvo se o doente não puder sair do quarto.

9.Quando é que a assistência religiosa poder ser prestada?

A qualquer hora, desde que não perturbe outros doentes e não interfira com a prestação dos cuidados de saúde. A melhor hora será entre o almoço e o jantar, mas convém consultar em cada caso os serviços do hospital.
Os assistentes devem articular a assistência com os profissionais de saúde.

10.Quanto tempo pode o assistente ficar com o doente?

A lei não fixa limites. Dependerá da vontade do doente e da disponibilidade do assistente.

11.Os assistentes podem aproveitar a visita a um doente para divulgar as suas convicções religiosas?

Não. O assistente religioso não pode, salvo se solicitado, falar com outros doentes, nem interferir com o serviço do pessoal médico ou de enfermagem.

12.Em que momento podem os doentes que são internados informar o hospital da sua identidade religiosa?

No momento em que é admitido no hospital, o doente deve, se estiver em condições de o fazer, declarar a sua identidade religiosa. Depois da admissão pode fazê-lo a todo o tempo.

[Informação disponibilizada pela Aliança Evangélica Portuguesa]