18/08/16

XX CONGRESSO NACIONAL


 XX CONGRESSO NACIONAL
22 de Outubro de 2016, Leiria





EUTANÁSIA:  PORQUE NÃO?

Dor, Sofrimento e Morte: Que sentido?

Eutanásia/Suicídio Assistido: Porque não? 
Os Cuidados Paliativos que temos
Testamento Vital

Oradores


Teresa Kraus
Enfermeira, Doutor em Enfermagem
Jorge Cruz
Médico, Doutor em Bioética
Ana Margarida Carrancha
 Enfermeira, Pós Graduação em Cuidados Paliativos
Pedro Salgueiro
Advogado, Pastor

Local
Hotel Eurosol Residence, Leiria


28/12/14

Congresso ACEPS-ICMDA 2015









Mais informações no SITE do congresso:
https://sites.google.com/site/icmda2015pt/



I Congresso de Língua Portuguesa da ICMDA
XIX Congresso Nacional da ACEPS-Portugal


Tema:
Exalando o Bom Aroma de Cristo
Na família. No Trabalho. Na Comunidade
II Cor 2:14-15


Que famílias queremos?
Que profissionais de saúde queremos?
Missão Social - do sonho à realidade

Seminários:
Como transmitir más notícias
Lidar com a morte
Eutanásia e outros dilemas éticos no fim da vida
Terapias alternativas
Repercussões psicossociais da infecção HIV/Sida
Capelania hospitalar
entre outros

Curso pré-congresso (8 outubro)
Processo Salino (Saline Process)


ABLA, Carcavelos, Portugal

Portuguese-speaking ICMDA Conference 2015
XIX ACEPS-Portugal Annual Meeting
ABLA, Carcavelos, Portugal, 8-11 October 2015 

Exhaling the good aroma of Christ

In the Family. At work. In the Community.
2 Cor 2:14-15


The conference language for all sessions is Portuguese



03/09/14

18º CONGRESSO NACIONAL 10 a 12 de Outubro de 2014

Outros links:
Associação Cristã Evangélica de Profissionais de Saúde

 XVIII CONGRESSO NACIONAL



Medicinas alternativas; Eutanásia e Suicídio Assistido; Espiritualidade

Orador : Dr. Andrew Fergusson

10 a 12 de Outubro 2014


Algarve - Portugal


A sociedade atual vive tempos de transformação, que abrangem o contexto da saúde. Existe uma procura incessante de respostas para diversos tipos de sofrimento e de doença crónica, resultando num misto de orientações e planos de intervenção, e impondo aos profissionais de saúde uma reflexão e um ajuste constante aos valores de referência cristãos.

Neste congresso, o Dr Andrew Fergusson, médico especialista em Medicina Geral e Familiar, e ex-secretário-geral da Christian Medical Fellowship, abordará os temas das medicinas complementares/paralelasda abordagem do suicídio assistido e eutanásia.
A resposta a estas questões passa necessariamente pelo investimento no cuidado integral das pessoas, pelo que o Dr Andrew Fergusson, abordará ainda a integração da espiritualidade na prática clínica.

Não perca esta oportunidade - participe!

Comissão Organizadora:
Ana Margarida Carrancha
Liliane Chappuis

21/04/14

Vida Após a Morte – Uma Mensagem de Esperança


Outros links:

A morte é um problema universal da humanidade, que tem sido motivo de reflexão de filósofos, teólogos e outros pensadores ao longo da História. Na minha investigação pessoal acerca deste tema, encontrei seis características que a identificam. A morte é um mistério, é universal, é um tabu, é um inimigo, é imprevisível e é inevitável. A mensagem de esperança sobre a vida após a morte fundamenta-se na fé cristã e na minha convicção pessoal de que na pessoa de Jesus Cristo encontramos a resposta ao problema da morte, pois não só a Sua Vida dá sentido à morte como também a Sua morte sacrificial e voluntária pela humanidade confere sentido à vida de todos aqueles que, ao longo dos séculos, O aceitam e seguem como o Messias prometido.

A morte é um mistério
De uma maneira geral, os seres humanos temem o desconhecido, e a morte é o exemplo supremo do desconhecido, conforme afirmou o filósofo francês Lévinas (1906-1995): “A morte é o mais desconhecido de todos os desconhecidos”. Epicuro (342-270 a.C.) defendia a doutrina materialista de que a morte física representa o fim da existência do ser humano e que não existe nada para lá desta última fronteira: “Enquanto nós existimos, não existe a morte, e quando chega a morte, nós já não existimos”. A sua filosofia, denominada estoicismo, caracterizava-se por se procurar viver uma vida tranquila ou como diríamos hoje “sem stress”, evitando a dor e o sofrimento.
O padre e teólogo Anselmo Borges, que se tem dedicado desde há vários anos ao problema da morte, refere: “Confrontados com a morte é, pois, com o mistério absoluto que deparamos. Porque não sabemos o que ela é nem sabemos o que é estar morto, como também não sabemos o que é que propriamente quer dizer o que denominamos como “o além”, o “depois” da morte. De facto, enredados no tempo e no espaço, a morte significa o já não estar nem no espaço nem no tempo”.
A morte poderá ser considerada um mistério, pois são poucos os que podem falar dela na primeira pessoa e são escassos os relatos de quem recuperou de um diagnóstico confirmado de morte clínica. Porém, Jesus Cristo é o único que pode declarar com toda a autoridade: “Não temas: Eu sou aquele que está vivo! Estive morto, mas agora vivo para sempre. Eu tenho poder sobre a morte e sobre o mundo dos mortos”  (Ap. 1:18).

A morte é universal
A morte é uma realidade dramática da existência humana, que também partilhamos com os outros seres vivos, conforme nos recorda o rei David: “A grandeza de um homem não o salva da morte;  como todos os animais, também ele tem de morrer” (Sl. 49:21). É o acontecimento mais democrático e igualitário da existência humana, pois não faz discriminação entre ricos e pobres, entre poderosos e humildes, entre homens e mulheres ou entre novos e velhos. Na hora da morte, somos todos iguais.
Ao longo da sua vida, o ser humano é um “ser para a morte”, como afirmou o filósofo alemão Heidegger (1889-1976). Somos, nas palavras de Fernando Pessoa (1888-1935), “cadáveres adiados”. John F. Kennedy (1917-1963), o malogrado presidente dos EUA assassinado em 1963, escreveu acerca deste fenómeno universal: “O laço essencial que nos une é que todos habitamos este pequeno planeta. Todos respiramos o mesmo ar. Todos nos preocupamos com o futuro dos nossos filhos. E todos somos mortais”. 
Como refere o autor da carta aos Hebreus, no Novo Testamento, “aos homens está ordenado morrerem uma só vez” (Hb. 9:27). Na verdade, seja qual for o método utilizado para diagnosticar a morte de uma pessoa, designadamente com recurso aos critérios clássicos de morte por paragem cardiorrespiratória ou, por vezes, aos critérios de morte cerebral, é fundamental ter-se em consideração que a morte é um acontecimento único e irreversível, cuja verificação é da responsabilidade de um médico.

A morte é um tabu
No passado, e em algumas regiões de Portugal até há bem pouco tempo, a morte era um acontecimento social. Era aguardada na maioria das vezes em casa, e o moribundo encontrava-se rodeado de parentes, amigos e vizinhos e até mesmo de crianças que vinham despedir-se e prestar a sua última homenagem. Hoje, morre-se sobretudo no Hospital (em mais de 60% dos casos), por vezes sozinho e em sofrimento.
Nos EUA, a morte representa um negócio próspero que movimenta milhões de dólares. Os cadáveres não parecem mortos nem têm cheiro, devido à atividade das agências funerárias, que não se limitam a organizar o funeral mas oferecem serviços como o embalsamamento e tratamento cosmético dos corpos.
Os historiadores consideram que a morte é o principal tabu dos tempos modernos, em que se procura viver como se ela não existisse. O sociólogo inglês Geoffrey Gorer (1905-1985), na sua obra seminal Looking at Life and Death (1936) escreveu acerca da “conspiração de silêncio” acerca da morte, considerada como se fosse um assunto obsceno, secreto e solitário. O historiador francês Philippe Ariès (1914-1984) considera também que no século XX o tema da morte se tornou proibido. Para este autor, a tendência atual de se recorrer cada vez mais à cremação do que ao enterro dos cadáveres traduz também uma tentativa radical de ocultação  dos corpos, através da sua eliminação. Porém, como assinala o Pe. Anselmo Borges: “Não se julgue que a morte se tornou tabu pelo facto de já não ser problema. É exactamente o contrário que se passa: de tal modo é problema, aparentemente o único problema para o qual uma sociedade que se julga omnipotente não tem solução que a única solução que resta é fazer de conta que ele pura e simplesmente não existe, portanto, ignorá-lo, reprimi-lo (...) As nossas sociedades são as primeiras na história a colocar o seu fundamento sobre a negação da morte”. E questiona, “como é que uma sociedade que gira à volta da organização económica, determinada pelo individualismo concorrencial, feroz e insolidário, onde os valores autênticos são o êxito, a juventude, a beleza, a eficácia, a produção, o lucro, acumulação de bens, exaltação da vida, progresso e riqueza, pode ainda acompanhar efetivamente os doentes, os velhos e os moribundos, e suportar o supremo fracasso da morte?”.

A morte é um inimigo
De um ponto de vista humano, a morte não faz sentido. É uma aberração, é anti-natural, é uma violação da vida. Como afirmou Jean-Paul Sartre (1905-1980), o influente filósofo existencialista francês, “é absurdo que tenhamos nascido e é absurdo que morramos”. O escritor António Lobo Antunes, que sobreviveu a um cancro do intestino, escreveu sobre a sua condição de doente oncológico: “Tenho a morte dentro de mim. E é horrível estar grávido da morte”.
Muitos certamente já viram uma célebre fotografia tirada durante a fome no Sudão, em 1994, que retrata uma criança gravemente subnutrida ao lado de um abutre que aguarda a sua morte. Esta foto foi distinguida com o famoso prémio Pulitzer nesse ano, mas o seu autor, o fotógrafo sul-africano Kevin Carter (1960-1994), suicidou-se três meses mais tarde vítima de depressão, com apenas 33 anos de idade.
A Bíblia descreve realisticamente a morte como um inimigo, que não fazia parte do plano original de Deus. Surgiu devido à desobediência do primeiro homem no jardim do Éden, que os teólogos denominam “Queda” e que culminou na sua expulsão do paraíso. Mas apesar da morte ser claramente um inimigo, John Wyatt, professor catedrático de Neonatologia no Imperial College em Londres e um cristão convicto, salienta: “A esperança de vida do ser humano é limitada, não apenas como resultado do castigo de Deus mas também da Sua graça e misericórdia”, porque “no cuidado de Deus para com a Sua criação, não era possível que o ser humano vivesse eternamente no seu estado degradado e limitado como consequência da Queda”.

A morte é imprevisível
Uma das características mais marcantes da morte é a sua imprevisibilidade. Basta uma breve visita à morgue de qualquer Instituto de Medicina Legal para constatarmos que a morte não escolhe apenas os doentes, os idosos ou os chamados grupos de risco, mas também os saudáveis, os jovens, os ocupados, os que estão bem na vida.
José António Saraiva escreveu numa das suas crónicas semanais: “Um homem pode prever muita coisa, mas dificilmente imagina o momento e a situação em que se confrontará com o espectro da morte”. Basta pensar na morte inesperada do jovem futebolista Miklos Fehér, em 2004, durante um jogo que estava a ser transmitido em direto, ou o tsunami de Dezembro de 2004, que vitimou cerca de 220 000 pessoas, ou o terramoto do Haiti, em Janeiro de 2010, no qual perderam a vida mais de 200 000.
Sigmund Freud (1856-1939) afirmou que “cada um de nós está inconscientemente convencido da sua imortalidade”, o que é particularmente notório nos jovens, para quem a morte é considerada uma possibilidade muito remota. No entanto, na minha atividade profissional como cirurgião vascular, vi dezenas de casos de jovens que perderam a vida ou partes do seu corpo em resultado de acidentes de viação, a maior parte com veículos de duas rodas.

A morte é inevitável

Alguém disse que só há duas coisas certas na vida: os impostos e a morte! Na tradição popular portuguesa encontramos alguns ditados acerca desta evidência, como por exemplo “vamos à vida que a morte é certa”, “morte certa, hora incerta”, “nem rei, nem Papa, à morte escapa”, “só uma porta a vida tem, enquanto a morte tem cem”. O escritor inglês C. S. Lewis (1898-1963), durante a 2.ª Guerra Mundial, constatou que a guerra não aumenta a morte, pois a morte é total em cada geração.
Os enormes progressos médicos e tecnológicos alcançados nas últimas décadas, na área da saúde, levaram a um aumento extraordinário da esperança média de vida nos países desenvolvidos. Para este aumento da esperança de vida contribuiu, mais do que a possibilidade de tratamento curativo de muitas doenças, a sua prevenção, através da melhoria das condições higieno-sanitárias e alimentares, vacinação eficaz e acesso generalizado aos cuidados de saúde. No entanto, ao longo da história da humanidade, a maioria das pessoas não ultrapassava os 35 anos, à semelhança do que acontece nos países menos desenvolvidos. Em Portugal, a esperança média de vida à nascença é atualmente de 76,14 anos para o sexo masculino e de 82,05 anos para o feminino. Alguns especialistas acreditam que em 2025, nos países desenvolvidos, será superior a 90 anos. Mas apesar de todos estes êxitos no combate à doença, mais cedo ou mais tarde chega sempre o momento da morte.

Esperança na morte

Todas as características acerca da morte, atrás referidas, representam apenas uma parte da história, na medida em que há uma outra realidade que deve ser tida em conta. Isto porque a morte, para além de ser um acontecimento biológico e social, é também um acontecimento espiritual e é precisamente por esse motivo que podemos encarar a morte com esperança.
Em geral, somente em ocasiões como a morte de um familiar ou amigo, um acidente grave ao qual sobrevivemos ou a revelação de uma doença fatal, somos confrontados com a questão essencial do significado e propósito da vida. No entanto, como afirma o conhecido evangelista norte-americano Billy Graham, “ninguém está verdadeiramente preparado para viver enquanto não estiver preparado para morrer”. Na Idade Média, um provérbio latino muito evocado dizia memento mori, que significa “recorda que tens de morrer”. Alguns teólogos antigos colocavam uma caveira na sua secretária para se recordarem da sua mortalidade, o que ainda hoje pode ser observado em algumas pinturas do período barroco. Estavam assim a seguir as indicações das Escrituras, que referem “Melhor é ir à casa onde há luto do que ir à casa onde há banquete, porque ali se vê o fim de todos os homens; e os vivos o aplicam ao seu coração” (Ecl. 7:2) ou ainda “Ajuda-nos a contar os nossos dias, para que tenhamos um coração sábio” (Sl. 90:12).
O teólogo, filósofo e cientista francês Teilhard de Chardin (1881-1955) escreveu: “nós não somos seres humanos que têm uma experiência espiritual. Nós somos seres espirituais que têm uma experiência humana”. Na lápide tumular de Johannes Kepler (1571-1630), o famoso astrónomo alemão do séc. XVII, estão gravadas as seguintes palavras: “o espírito pertencia ao céu, aqui jaz a sombra do corpo”.
Alexander Solzhenitsyn (1918-2008), o escritor russo contemporâneo, laureado com o Nobel da Literatura em 1970, afirmou: “como cristão, creio que há vida após a morte, e por isso entendo que ela não é o fim da existência. A alma tem uma continuação, continua a viver. A morte é apenas uma etapa, alguns dizem mesmo uma libertação”.
A confiança cristã numa vida após a morte não é uma utopia mas tem por base a Palavra de Deus. Disse Jesus a Marta, irmã de Lázaro: “Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, ainda que morra viverá; e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá” (Jo. 11:25). E depois demonstrou a Sua autoridade sobre a morte dando vida a Lázaro. Nesse sentido, podemos considerar que a Vida de Jesus dá sentido à morte. O apóstolo Paulo descobriu essa realidade ao afirmar: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? (I Cor. 15: 55) e conclui “graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo” (I Cor. 15: 57), pois como também podemos ler no livro dos Atos dos Apóstolos (4:12), “abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”.
Martin Luther King Jr. (1929-1968), que além de ter sido um destacado ativista pelos direitos dos negros nos EUA era também pastor baptista, escreveu pouco tempo antes do seu assassinato no Tennessee: “Foi através de Cristo que Deus nos libertou do aguilhão da morte. A nossa vida terrestre é o prelúdio de um novo despertar, e a morte é a porta que se abre para a nossa entrada na vida eterna”. A mensagem central do Evangelho é precisamente a destruição da morte e a esperança de vida eterna, através de Cristo. Se acreditarmos em Jesus Cristo e nas Suas palavras podemos encarar a morte e o futuro com confiança. Disse Jesus: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também” (Jo. 14: 2,3).
Termino esta reflexão pessoal sobre a morte, contando a história apócrifa de um missionário, no século passado, que regressou aos Estados Unidos, sua terra natal, após muitos anos de dedicado serviço a Deus num país longínquo. Porém, não estava ninguém no cais à sua espera para o acolher e lhe dar as boas-vindas. No mesmo navio regressava o presidente dos EUA de uma curta viagem, que teve à sua chegada toda a pompa e honras militares habituais nessas circunstâncias. O missionário ficou triste e amargurado e disse a Deus: “Senhor, servi-te fielmente ao longo de todos estes anos e não estava ninguém para me receber e agradecer pelo meu trabalho quando cheguei a casa”. Deus respondeu-lhe: “Meu Filho...tu ainda não chegaste a casa”.


Prof. Dr. Jorge Cruz

12/04/14

Reflexão: Que tipo de cristão somos?

Outros links:
Jesus propôs mais outra parábola para alguns que se julgavam pessoas muito justas e desprezavam os outros:
«Dois homens foram ao templo para orar. Um deles era fariseu e o outro cobrador de impostos.
O fariseu, altivo, orava assim: “Ó Deus, agradeço-te porque não sou como os outros, que são ladrões, injustos e adúlteros, nem como este cobrador de impostos que ali está.
Jejuo duas vezes na semana e dou a décima parte de tudo o que ganho.”
Mas o cobrador de impostos ficou à distância e nem sequer se atrevia a levantar os olhos para o céu; apenas batia com a mão no peito e dizia: “Ó meu Deus, tem compaixão de mim, que sou pecador!”»
E Jesus concluiu: «Afirmo-vos que o cobrador de impostos foi para sua casa justificado aos olhos de Deus, ao contrário do fariseu. Pois todo aquele que se engrandece será humilhado e todo o que se humilha será engrandecido.»
Lucas 18:9-14 (tradução A Bíblia para Todos)

Jesus tem um propósito claro com este episódio relatado em Lucas: advertir as pessoas que confiavam em sua própria justiça e menosprezavam os outros (v 9).

É , no entanto, muito interessante que o faça inventando uma história em que põe dois homens distintos a orar! Porquê?  Porque na oração (ou falta dela) muito se evidencia do que vai, verdadeiramente, no coração de cada um de nós! Quando oramos, nosso coração, nossa mente, nossa vontade, abrem-se, revelam-se notavelmente…
- Para uns não passa de mera rotina religiosa, mais ou menos fria, mais ou menos repetitiva e árida… qual “ladainha evangélica”.
- Para outros é uma espécie de luta com Deus, para Lhe tentar “sacar” tudo e o máximo que desejam e os satisfaz, pouco interessando a Vontade Soberana do Senhor.
- Outros, ainda, a exemplo do fariseu, é como um exercício  de auto justificação e exaltação do “eu” perante Deus e o próximo
- Para outros é o resultado da absoluta e total confiança em Deus, de abandono consciente, deliberado e submisso à Sua vontade, qualquer que ela seja.

Voltando à nossa história, e tendo em atenção o propósito que Jesus tinha ao contá-la, notemos o seguinte:

O fariseu, sendo um protótipo que Jesus inventou, representa muito bem  inúmeras pessoas e até cristãos (talvez, mesmo, principalmente cristãos) que vivem suas vidas longe do “coração  de Deus”, confiando em si próprios, em seus dons, talentos, pedigree espiritual, experiências passadas, bens materiais, influências, amizades e mais um sem número de outros recursos, todos eles focados em si mesmos, recursos esses que a Bíblia apelida de meros  “trapos de imundícia…” em Isaías 64: 6.  Esses que em tais coisas confiam, arriscam a, pura e simplesmente, ficar condenados ao “desprezo” de Deus (v 14 ,versão BKJActualizada).

Mas o caminho para o “coração de Deus “ é outro, notavelmente divergente daquele, e que Jesus genialmente exemplifica com o exemplo do publicano (naturalmente desprezado e odiado pelo judeu de linhagem…), magistralmente “colocado” no limite do cenário (…”à distância”—v 13), cabisbaixo (de tanta vergonha, arrependimento e quebrantamento que sentia perante o Deus Todo Poderoso, Santo e Justo) e balbuciando parcas palavras vindas de um coração profundamente abatido e humilhado. Este saiu justificado e exaltado, remata o Senhor Jesus Cristo bem no final da singela história.

Esta notável parábola, remete-me para 2 ou 3 outras passagens da Escritura que complementam e reforçam o ensino de Jesus, e nos ensinam para que tipo de pessoa Deus olha, busca encontrar e deseja coabitar,  declarando-a justa e aceitável: Sl 51:17  Is 57: 15 e Is 66:1-2.

Que tipo de Cristão somos? Totalmente dependentes e quebrantados, em cada dia,  perante o Grande Deus Eterno, ou ainda alimentando expectativas e ilusões a nosso respeito?


Que o Senhor abençoe a cada um

José Manuel Fernandes
Médico de Medicina Geral e Familiar

13/07/13

XVI Congresso Nacional, 11 a 13 de outubro de 2013


XVI Congresso Nacional da Associação Cristã Evangélica de Profissionais de Saúde

Valores eternos em tempo de crise

11 a 13 de outubro de 2013
Hotel Golf Mar, Maceira - Vimeiro (mapa)

** Condições especiais de inscrição até 25/9/2013 **


"Em Tempos de Crise económica, social e espiritual, torna-se ainda mais premente e necessário que os profissionais de saúde conheçam os Valores Eternos do Reino de Deus e os ponham em prática na sua atividade quotidiana. 

O elemento mais importante no exercício da medicina e da enfermagem é o carácter do profissional, o que tem sido enfatizado pela teoria ética das virtudes e está de acordo com a herança judaico-cristã. 

Se valores como a integridade, a compaixão ou o altruísmo, estiverem presentes na relação clínica, a atividade dos profissionais de saúde será mais humanizada e satisfatória, refletirá os valores do Reino e estará em consonância com a mensagem do Evangelho e o exemplo de Jesus Cristo. "

  
PROGRAMA

Haverá também programa para crianças durante todo o congresso

FICHA DE INSCRIÇÃO
Inscrições online encerradas - por favor contacte acepsportugal@gmail.com

PREÇOS


Outros links:





JORGE CRUZ licenciou-se em Medicina em 1992 no Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar da Universidade do Porto.
É especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular desde 2001 e exerce atividade clínica no distrito do Porto.
Mestre em Bioética e Ética Médica pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (2004).
Doutor em Bioética pela Universidade Católica Portuguesa (2012). 
Diretor Associado da PRIME - Partnerships in International Medical Education, promovendo ações de formação em Portugal e países de língua oficial portuguesa.
Autor dos livros Morte Cerebral - Do Conceito à Ética (Climepsi, 2004) e Que Médicos Queremos? Uma abordagem a partir de Edmund D. Pellegrino (Almedina, 2012).
Foi Presidente da Direção da Associação Cristã Evangélica de Profissionais de Saúde (ACEPS-Portugal) de 1997 a 2012.
É membro do Centro Evangélico "O Caminho", em Ermesinde. 
É casado e tem 2 filhos
É autor do blog Falemos de Saúde.

Comissão Organizadora:
Filipe Glória Silva
Céu Fonseca
Andreia Silva
Tânia Moreira 

12/06/13

Reflexão: Examinemos os nossos corações


Enganoso é o coração, mais que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o
conhecerá?
Jeremias 17:9

É de notar que o coração no Antigo Testamento é mais que a sede de emoções. Representa a
base do carácter, incluindo a mente e a vontade.

Visto que este povo se aproxima de mim e com a sua boca e com os seus lábios
me honra, mas o seu coração está longe de mim (...)
Isaías 29:13

Deus deseja expressões de devoção que saiam do coração e odeia rituais vazios. Rituais rotineiros cheios de sabedoria humana, sabedoria que Deus destruirá (I Co 1:19,20) embora tenham aparência de sabedoria
(Cl 2:20-23). Deus aceita o culto prestado de acordo com a sua vontade revelada na
escritura, não realizado segundos os ditames do arrogante capricho humano.

Estou eu prestando culto só de lábios? Está o meu coração a ser enganoso? Vejamos - Porque
do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos
testemunhos, blasfémias (Mt 15:19). O coração é desesperadamente corrupto. Vejamos:
- Homicídios - matamos com palavras, gestos, desprezo, desamor;
- Adultérios - adulteramos em relação a Deus, amando a nossa vida e o mundo, prostituindo-nos com o que no mundo há.
- Furtos - roubamos a Deus tempo de oração, louvor e gratidão; roubamos amor e dedicação
aos irmãos; roubamos salvação ao incrédulo não o admoestando;
- Falsos testemunhos - vemos as coisas de modo que nos convém, levando a falsas interpretações de palavras ou atitudes e logo a mentir;
- Blasfémias - adulteramos a palavra de Deus de modo a servir o fim em vista.

Ouçamos a voz do Senhor: Buscai-me e vivei a ainda (Amós 5:4).
Buscai-me-eis e me achareis, quando me buscardes de todo o vosso coração (Jr 29:13).

Raquel Andrade
Pediatra

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